segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Que ELE cresça...

"Convém que ELE cresça e eu diminua". 

E como fazer isso na prática? 
Quando decidimos viver por Fé Nele, automaticamente, Ele cresce e a gente diminui. Pois é impossível agir por fé sem que antes Ele cresça em nós, ou seja, sem que a gente diminua. 
É impossível viver por Fé sem negarmos nossa opinião baseada em coisas que vemos, em conhecimentos "humanistas", cheios de "racionalidade" e uma lógica contrária à Verdade. 
Sim, porque "lógica" pra quem vive em Fé é totalmente na contramão da lógica que vemos por aí. 

Viver por Fé é -muitas vezes- ir contra nossa própria alma, contra o que estamos sentindo. 
Ser guiado(a) pelo Espírito Santo é uma opção dada a todos nós. E o melhor, sem pré-requisitos. Só precisamos escolher crer. 
E não existe nada melhor do que tê-Lo no comando, na direção. Saber que Deus - que nos ama absurdamente- está nos guiando, nos leva ao descanso. 
Todas as vezes que eu tento tomar as rédeas das mãos Dele, abro espaço pra ansiedade, preocupação. 

Preste atenção, se você está preocupado, perdendo o sono, é sinal de que quem está te guiando é sua própria alma. 
Isso acontece mesmo. Não se condene. Mas, percebendo isso, é hora de alimentar seu espirito, sua Fé, para que sua alma submeta-se a Deus novamente. 
Nossa alma é teimosa, ela quer ver pra crer, ela quer sentir. 
Não firme-se em sua própria alma. "Não te estribes em teu próprio conhecimento". 
Tudo já foi feito. Descansemos em Deus. 

Lembrando que "descansar em Deus" não é ser passivo ou à toa; é agir debaixo de uma orientação Dele. Se Ele mandar parar, pare. Se Ele mandar andar, ande. 
Descansar em Deus é saber que Ele é fiel, zela por Sua palavra, e que tudo já foi feito em Cristo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Nem toda "instabilidade" é ruim. Entenda.

-Às vezes você tem umas reações tão inesperadas...
-É, eu sei, eu sou diferente.
-Não, não estou dizendo isso.
-Como assim?
-O que eu causo em você? Parece que é uma mistura estranha de sentimentos...
-Você me desestabiliza.
-Desestabilizo porque mexo com você, e você está acostumado a manter-se no controle.
(silêncio)
E ela continuou:
-Diante de emoções assim temos duas opções: ou nos jogamos e voamos; ou travamos, tentando manter o controle, e perdemos "a viagem". [...] Me parece que ao invés de você associar essa "perda de controle" a algo maior, belo, livre e que pode crescer e te levar a outra dimensão...Você associa ao medo de perder o controle.  E o que era pra ser incrível se torna assustador. Você associa essa instabilidade a algo ruim, mas ESSA não é. É na vulnerabilidade que ganhamos, que somos humanos, que somos plenamente amados e amamos. Nesse caso, o que você chama de instabilidade é a vulnerabilidade necessária para que exista um relacionamento mais profundo. [...] Sabe, você também já me "assustou", hoje prefiro te achar incrível e tentar experimentar um voo com você. Mas isso só é possível se você saltar também. Seu medo te trava e me trava também.

Ele, sem saber o que dizer, não disse. Mais uma vez, não disse.
Houve silêncio de ambos por dias. Mas por dentro o barulho era ensurdecedor.
Tudo estava se mexendo dentro deles. Ela aceitou toda aquela mudança interna.
Ele?! Ele ainda tentava organizar de acordo com o que ele achava que era sensato. Tentava calar emoções mais fortes dando abertura para pequenas emoções, dando ouvido para carência e desejos que pudessem ser supridos com qualquer outra mulher.
Como isso já havia acontecido antes, a imprevisibilidade dele era previsível. O sumiço era roteirizado. 
Ela apenas aguardava o momento em que ele iria jogar fora o roteiro escrito pelo medo, e reescrever sendo guiado pela coragem da entrega do amor.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Quando o amor vence o medo.


À noite, quando Nina ia tirar a maquiagem pra dormir, de vez em quando, ela também tinha que tirar a "armadura".
Já faz um tempo que ela começou a usar isso. Na verdade, ela usa mais com UMA pessoa. Talvez pra proteger o coração. Talvez.
Mas é uma armadura pesada demais, requer muito esforço de Nina, visto que ela é uma pessoa espontânea.
A tal armadura? Segurar a espontaneidade, esconder a docilidade e demonstrar mais frieza. 
A grande questão é que demonstrar algo que não existe por dentro custa demais, pesa. Nina não conseguia ser fria por muito tempo, logo ela se traía. Ou melhor, traia aquela "pose toda".
Mas ela temia que confundissem docilidade com imaturidade, sensibilidade com fragilidade.
E cade vez que a emoção queria escorrer pelos olhos (seja por alegria ou tristeza), ela vestia aquela armadura. Até porque, ele também usava, e parecia que ela precisava estar vestida "a caráter" para a batalha.
E ao mesmo tempo ela pensava: "Mas não é uma batalha! É um relacionamento! Como posso usar isso? Não faz sentido! Não faz sentir..."

E mesmo quando ninguém estava olhando, ela se mantinha "dura" por fora. Mas por dentro...
Um dia ela não conseguiu mais! Desistiu de usar aquilo e, de repente, toda emoção escorreu de seus olhos. Ela não sabia o que falar, pensar, ...só estava liberando tudo aquilo que estava trancado, como se fosse proibido ou errado sentir.
Aquele : "Oi, amor, saudade de você, ... Quero cuidar de você, ..."  era substituído pelo nome próprio, e uma continuação sem sentimentalidade,.... Uma frase tão doce virava : "Oi, Gael, você está bem? Espero que sim."
Mas todas as palavras doces que ficaram no caminho, espalharam-se por dentro dela naquele dia.
Não há armadura que segure uma essência forte; mesmo que esse força seja na doçura. Uma hora a doçura se agiganta de tal forma que destrói o medo.

E depois de perceber-se, ela foi até ele para conversarem. Mas nenhuma palavra foi dita para chegarem a uma resolução prática. 
Quando ele a abraçou, ela se desfez, e já não se lembrava do roteiro programado em sua cabeça.
E o encontro culminou numa entrega maior do que qualquer palavra que pudesse ser dita.
Dias depois, Nina, sem entender o que eles estavam vivendo, o questionou: "nós não conversamos!"
E Gael, mostrando-se muito mais sensível do que parecia, respondeu: "SIM, CONVERSAMOS E MUITO. Apenas não usamos palavras."


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Satisfação, uma questão de FUNCIONAR.

Sabe quando é que você fica feliz? 
Quando você funciona no seu chamado, quando você faz aquilo que Deus te chamou pra fazer. 
Eu costumo usar um exemplo bobo mas que funciona. 
Lembra da história do patinho feio (que na verdade era lindo)? 
Ele vivia com a outra família "normalmente". Mas ele não era pleno pois estava vivendo sob uma "natureza diferente". De repente, ele descobriu-se! 
Mas como ele descobriu-se? Quando ele conheceu sua origem. 
Nossa origem é Deus. Enquanto você fugir disso vai viver uma vida boa e ponto. Aliás, e PONTO DE INTERROGAÇÃO. Sim, porque sempre haverá uma pergunta sem resposta na alma, na mente, um vazio. 
Fomos criados Nele e para nos relacionarmos com Deus, através de Jesus. Essa é nossa origem. E dentro disso, cada um tem um outro chamado -além de FILHO. Um chamado, um propósito (ou missão...sei lá o nome que você quer dar) singular. 
Alguns são chamados para manifestar a natureza de Deus no ramo dos negócios, outros são chamados pra cuidar de gente, pra arte, ... Independente da área de atuação, somos chamados para manifestar o Reino dos Céus onde estivermos. 
E "chamado" não tem hierarquia ou grau de importância. 
E não tem que ser visto por homens, não são títulos. É um reconhecimento natural. 
O importante é que você funcione no seu.

Paz.

A coisa mais contraditória que fazemos é lutar pela paz. 
Fazem guerra pela paz. 
[Estou falando de guerra com o próximo, com marido, esposa, amigo também; e não apenas entre países.] 
Paz não se conquista, se gera. 
Vem de dentro, vem do Alto. 
Vem de um relacionamento com Cristo. Porque ELE é o Príncipe da Paz. 
Se você está tendo que lutar pra ter paz, pare e conheça o Deus da paz. 
Só há UM caminho.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Sabedoria de Vô.

Era noite. Liz e seu avô estavam sentados na varanda, olhando o Céu, comendo pão de queijo e tomando leite, como de costume.

-Vô, eu não entendo... Por que os adultos fazem isso?
-Isso o quê?
-Isso de querer ligar mas não ligar, querer abraçar mas não abraçar, querer falar mas não falar, querer atender o telefone mas demorar pra atender, não ver uma mensagem de alguém que há pouco tempo te deu um beijo...
-Ah! Minha filha, ... A maioria faz isso mesmo.
-Sim, mas por quê? O intuito da vida não é amar e ser amado? Que mal há em demonstrar afeto?
-Dizem que se você demonstra afeto a outra pessoa sente-se no poder.
-Poder? Mas quem falou em poder?
-É assim que funciona. A vaidade da conquista, do poder, ... "tudo é vaidade".
-Mas quem ditou isso? Por que pra mim isso é tão anti-natural? Eu acho tão bom fazer as pessoas sentirem-se amadas, especiais...
-É, mas pouca gente valoriza isso. Se você as ama de graça, elas 'perdem a graça' com você. Gostam de testar seu próprio poder, e se você não permite isso, toda a estratégia mental e psicológica montada perde o sentido pra elas.
-Sem sentido?! Sem sentido e sem SENTIR é esse jeito que os adultos vivem.
-Nem todos os adultos. Você não é assim. E pra falar a verdade, minha neta querida, só você não é assim. Mas eu te entendo e amo isso em você, essa preservação da simplicidade de criança. Só saiba que a maioria não sabe lidar com isso e vão te culpar por simplificar, vão inverter e tentar fazer com que você sinta-se culpada. Afinal, você está parando o jogo delas e elas só sabem jogar.
-E o que eu faço? Não sei jogar.
-Não jogue. Essa é sua maior riqueza! Mas esteja preparada. É como se você entrasse no meio de uma briga oferecendo abraço; vão te empurrar, você pode se machucar. Manter-se firme por dentro pode custar uns tombos, umas lágrimas, mas vai valer à pena. Deve ter algum outro maluco que não tenha sido contaminado. Deve ter...


sábado, 14 de janeiro de 2017

Aceite.

Comigo funciona assim: 
Me trate bem que irei lhe tratar melhor. 
Me trate mal, e continuarei lhe tratando bem. 
Porque quem determina minha atitude não é você, é quem eu sou. 
Não estranhe. 
Aceite. 
É amor gratuito. É dom de Deus.