
"Dupla delícia. O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado." Mário Quintana
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Tudo pro ralo.
A cabeça doendo avisava que algo estava errado.
O estômago já não suportava tanta coisa que a alma engoliu.
E como sempre, quando a alma não expressa, o corpo reage.
Cabeça doendo, dormência no corpo, estômago revirado de tanto procurar as emoções enterradas.
E toda dor escondida
Toda sonho adiado
Toda alegria roubada
Todo orgulho engolido
Todo querer interrompido
Toda ausência abraçada
Toda palavra em vão
Todo choro engasgado
E toda angústia que tapava sua garganta...
TUDO. Foi tudo embora. Tudo pro ralo.
O estômago já não suportava tanta coisa que a alma engoliu.
E como sempre, quando a alma não expressa, o corpo reage.
Cabeça doendo, dormência no corpo, estômago revirado de tanto procurar as emoções enterradas.
E toda dor escondida
Toda sonho adiado
Toda alegria roubada
Todo orgulho engolido
Todo querer interrompido
Toda ausência abraçada
Toda palavra em vão
Todo choro engasgado
E toda angústia que tapava sua garganta...
TUDO. Foi tudo embora. Tudo pro ralo.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Sobre o olhar.

Se viram. Se encontraram.
Se abraçaram e quando foram se olhar...
-Por que desvia o olhar?
-Porque não gosto de repetir o que falo. E se eu te olhar, meus olhos vão me contradizer, vão falar da falta, do querer, do sentir, ...de tudo que você já sabe.
-Por que não repetir?
-Porque seus olhos são sensíveis e além de ouvir tudo de novo...podem ver meu mundo inteiro aqui dentro. Meus olhos não têm defesa, não tem muros...é um campo aberto. [...] E se eu te olho nos olhos neste momento...fico tímida por não saber como agir depois de expor-me toda.
domingo, 26 de setembro de 2010
Uma carta especial.

Coloquei-me a escrever.
Eu precisava falar, descrever.
Mas meu pranto não permitia,
com vergonha cada palavra se escondia.
Não gosto de insistir, nunca gostei.
Mas também não sou de desistir.
Não gosto de ser redundante pois pode parecer pedante.
Então, depois de muito pensar, decidi não falar.
Mando apenas um papel em branco, assinado.
Pois é como me sinto sem tê-lo ao lado.
E assino em letras miúdas para que saiba que existe uma folha inteira esperando por nós.
Mas essa enorme folha em branco vai dentro de um pequeno envelope, que é como me sinto.
Apertada.
sábado, 25 de setembro de 2010
Bom dia
-Bom dia, meu amor, bom dia! Hoje o dia nos promete muitas coisas! O Céu está lindo, o Sol que você mandou pintar pra mim já apareceu. Ah! Obrigada, ta! [...] Ó..Tenho umas reuniões hoje, mas volto pra fazer nosso almoço. O que você quer comer hoje?[...] Você pode levar os copos pra cozinha antes de sair, por favor? ... Estou indo. Beijos.
-Boa noite, Amô. Hoje estou tão cansada. Me dá um abraço!?! Fica cantando...amo ouvir sua voz.
Todos os dias ela acordava, lhe desejava "Bom dia", contava algumas coisas, ...E antes de dormir lhe desejava "boa noite" seguido de um "eu te amo".
Mas hoje ela estava realmente cansada. Cansada de carregá-lo no coração, de falar com ele dentro dela...mas não ter sua presença. Os copos do café-da-manhã ainda estavam no quarto(ele não levou pra cozinha). O abraço que pediu ficou esquecido, endurecido.
Hoje...Hoje ela queria ser confortada, ser confrontada. Queria um abraço, um amasso....uma noite "caliente", dar prazer, sentir prazer, ...queria fazer amor (e não apenas sentir amor).
Não, ele não havia morrido. Nem viajado. Só não havia chegado em sua vida pra valer. Passou e preferiu adiar sua chegada. Mas já não dava, ela sabia que ele existia...ele, que tinha tudo que ela desejava em alguém. Até seus defeitos, eram os que, pra ela, eram admissíveis. Como ele costumava dizer : era "o encaixe-perfeito".
Um dia ou outro ela chorava, chorava...desaguava.
Mas permanece firme em sua escolha, em sua fé, em sua paz.
...E o espera.
-Boa noite, Amô. Hoje estou tão cansada. Me dá um abraço!?! Fica cantando...amo ouvir sua voz.
Todos os dias ela acordava, lhe desejava "Bom dia", contava algumas coisas, ...E antes de dormir lhe desejava "boa noite" seguido de um "eu te amo".
Mas hoje ela estava realmente cansada. Cansada de carregá-lo no coração, de falar com ele dentro dela...mas não ter sua presença. Os copos do café-da-manhã ainda estavam no quarto(ele não levou pra cozinha). O abraço que pediu ficou esquecido, endurecido.
Hoje...Hoje ela queria ser confortada, ser confrontada. Queria um abraço, um amasso....uma noite "caliente", dar prazer, sentir prazer, ...queria fazer amor (e não apenas sentir amor).
Não, ele não havia morrido. Nem viajado. Só não havia chegado em sua vida pra valer. Passou e preferiu adiar sua chegada. Mas já não dava, ela sabia que ele existia...ele, que tinha tudo que ela desejava em alguém. Até seus defeitos, eram os que, pra ela, eram admissíveis. Como ele costumava dizer : era "o encaixe-perfeito".
Um dia ou outro ela chorava, chorava...desaguava.
Mas permanece firme em sua escolha, em sua fé, em sua paz.
...E o espera.
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