quinta-feira, 14 de abril de 2016

Ame o outro na falha dele também.

Os anos vão passando e lemos muito, ouvimos muito, aprendemos muita teoria sobre viver de forma saudável, sobre amar a Deus e ao próximo. 
 Nosso discurso é perfeito, mas e quando chega a hora de praticar? Como tem sido nossas ações?? Você ama apenas quando concorda? Então seu "amor" é falso e narciso. 
NA verdade, você SE AMA, você ama o que é igual a você no outro. 
Se nosso amor existe apenas quando está confortável, lamento, mas isso não é amor. 
A gente ama verdadeiramente quando o outro nos confronta com a verdade, ou nos afronta por ser diferente do que achamos que ele deveria ser. 
Há uma condição para que você ame alguém? Uau! Então você ainda não sabe o que é amor. 

Respeitemos a singularidade do outro. 
Cada um age de um jeito, cada um tem uma reação, cada um tem uma história. Não desprezemos isso. 
Saiamos do pedestal imaginário que temos criado pra nós mesmos. Há um só DEUS e um só mediador (Cristo). 
"Há apenas um Legislador e Juiz (Deus), aquele que pode salvar e destruir. Mas quem é você para julgar o seu próximo?" _Tiago 4:12 

No mais, somos iguais. O que nos difere são nossas escolhas. 
E independente das escolhas dos outros, precisamos EXERCER o amor. 
Não sejamos como crianças mimadas! 
Ame o outro na falta dele. Você não precisa concordar pra amar. Não estamos falando de negócios onde é preciso um acordo. Estamos falando de VIDAS. 
Vamos parar de julgar os outros (e condená-los) porque isso tá feio. 

Beijos 
Com Amor...

Eu gosto mesmo é do Céu!

Paga-se um preço por ser autêntica.
Mas quer saber?!
O preço por não ser é muito mais alto!
Para ilustrar melhor... Paga-se um preço por ser livre. É caro!
Mas o custo de ficar na gaiola é muito mais caro!

Há quem goste de gaiolas. Eu gosto mesmo é do céu.

terça-feira, 12 de abril de 2016

O problema não é do lado de fora.

Aí a gente lê as notícias sobre política : "Fulano de tal partido roubou nisso, beltrano de tal partido fraudou..."
E o povo fica "numa" de defender partido como se fizesse alguma diferença...tsc tsc tsc...

O problema, meu povo, não é o partido; é o inteiro!
É a mentalidade apodrecida - onde tudo é normal- que está generalizada.
E essa mentalidade só é renovada em Deus. Inclusive a minha e a sua mentalidade!

Aí vem uma criatura e diz "ah mas o Cunha diz que é evangélico"!
Esse é o problema. É disso que tô falando.
É muito "dizer" pra pouca vida!
Nos partidos temos ideologias sem nenhuma prática.
Nas religiões temos muito discurso sem nenhuma vida.

Sobre a política, independente do partido, se infringiu a lei tem que ser preso, punido. Essa é a lei dos homens, não é?!
Sobre a "religião", saia dela e entre num relacionamento com Cristo!
Só há transformação de vida quando convivemos com ELE. Nada adianta saber sobre Ele.
É relacionamento, e não regras. E a partir desse RELACIONAMENTO, inclusive a política pode mudar.

Beijos
Com Amor...

terça-feira, 5 de abril de 2016

Do lado de fora agora.



Te condenei dentro de mim. Escancarei seus defeitos pra minha própria alma [para os outros, jamais! Sei bem de seu valor!]
Justifiquei de todas as formas pra ver se doía menos.
Eu sei, é feio fazer isso, mas era necessário.
Não se pode viver dentro de alguém assim, ocupando o "cômodo" principal sem nem mesmo fazer as "honras da casa".
Eu precisava tirá-lo dali. Aliás, como foi parar lá?
Como diria Selton Mello num filme: "não sei, só sei que foi assim".
Isso é invasão de domicílio! E se você não sabe, invasão é ilegal.
Talvez, se você cuidasse da terra (no caso, meu coração), eu poderia deixa-lo lá e com o tempo a própria lei estaria do seu lado. É a lei do "usucapião". Resumindo a lei: "ficou tanto tempo e cuidou, que se tornou o dono". 
Mas, você não quis ser o dono. Queria apenas alugar... E aqui, meu caro, não há espaço para esse tipo de negócio.
Aliás, nem o cômodo tinha aqui dentro!  Foi você quem o construiu ? Ou será que fui eu sem perceber?
Bom, na dúvida, o melhor que eu podia fazer era 'desconstruir'. 
Não você. Apenas o lugar em que você habitava dentro de mim, o lugar que você morou tão rapidamente. Por isso, a frieza, racionalidade com que eu tentava o enxergar... Era pra desconstruir o lugar que você morava dentro de mim. Me perdoe por isso. Doeu mais em mim, acredite.
Mas você continua sendo olhado com carinho por mim. Continuo vendo suas virtudes, torcendo por você, orando por você, querendo participar, porque eu sou assim gosto de mãos dadas, olhos em contato, gosto de expandir o amor...e agora faço essas coisas sem que perceba.
Hoje, com você do lado de fora, fico ME observando e penso: será que a falta era real? Será que a dor  da rejeição era por gostar de você ou era por gostar de mim mesma? 
Entenda. 
Será que chorei por paixão, amor ou por 'ego ferido'?
Talvez a mistura deles. Por isso a decepção e a raiva. 
A decepção vem do sentimento. A raiva vem do ego.
Quanto ao ego, é bom que ele coloque-se no lugar dele.
Quanto ao sentimento...Apesar dos pesares, foi bom.
Hoje só agradeço pela estadia, pelo tempo que morou aqui dentro. Era gostoso ter esse lugar ocupado. Mas vá com Deus e volte se quiser morar; e se ainda estiver espaço aqui. 
Caso não volte, estará em minhas preces mesmo de longe.

Oooh "diferentão" !

Por puro orgulho, vaidade e egos não tratados, muitas vezes não reconhecemos nossa tolice e escolhas erradas.
Para não parecermos estúpidos, agimos com estupidez.
É aquele velho dilema do "parecer" e "ser"...
Quando precisamos provar, é porque não somos.
Escolheu errado? Conserte, oras! Todo mundo erra, ohhhh diferentão!

sábado, 2 de abril de 2016

Faz sentido o sentir de Liz.



Era impressionante a capacidade que Liz tinha de apagar "desfeitas" e se apegar ao mínimo detalhe de carinho ou virtude que ela enxergava em alguém.
Meses de desinteresse se desfaziam através de um simples olhar um pouco mais profundo trocado com ele por 10 segundos.
E toda a indiferença de tempos era quebrada por risadas trocadas em UMA única madrugada.
E aquela decepção toda que ela sentiu ao ver-se sendo parte dos galanteios dele? Ahhhh....isso virava nada diante das boas lembranças que ela guardava.
E os "descasos" dele por não atender uma ligação dela (mesmo sabendo que ela sempre o atendera)? Ué, ela sentia dó por vê-lo agir assim.
Às vezes não sei se essa coisa que ela faz é boa... Isso de apagar as dores.
Mas ela dizia : - Ah, é preciso separar o pecado do pecador, entende?
- Não, não entendo._ disse sua amiga que assistiu toda história.
- Oras, separar a atitude do autor. Às vezes o cara é boa pessoa, mas teve atitudes ruins. Aí, a gente perdoa a atitude, sendo assim, a essência da pessoa dentro da gente permanece intacta. Afinal, a gente também tem atitudes ruins e...você não se considera uma boa pessoa?
- É, faz sentido. Pensar assim fica até mais fácil perdoar. E perdoando fica mais leve viver.
- Então! Se a gente não consegue mudar determinadas atitudes, se a gente não consegue entender,...que a gente mude nossa forma de enxergar!
-É, seu modo de sentir faz sentido._ concluiu sua amiga.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Poderia ter sido melhor!



Depois de anos adormecida, um homem conseguiu despertar o coração de Liz.
O nome dele era Guto.
Ele era um homem muito cativante, inteligente e seguro.
Bom, nesse momento terei que explicar melhor.
É que a segurança dele era um pouco limitada, ou melhor dizendo, condicionada. Era seguro até que achasse uma mulher que não o "idolatrasse". Sim, como era um cara cheio de virtudes, era muito acostumado a ser admirado. E Liz, ao contrário da maioria, não se deslumbrava. Sim, ela o admirava, mas gostava mais da conversa franca, transparente, HUMANA... e isso o deixou sem saber o que fazer. Ela enxergava os defeitos dele, mas isso não mudava nada pra ela. Afinal, era a "humanidade" do outro que a encantava.
Mas pra ele isso soou um pouco estranho.
Não era uma insegurança com relação a dinheiro ou status, pelo contrário, isso o agradava muito (sucesso pra ele era definido por cursos e dinheiro).
Era simples perceber o limite da segurança dele, bastava observar as mulheres com quem ele se relacionou. Geralmente, mulheres intelectualmente e emocionalmente "menores". Entenda.
Ele gostava de mulheres 'relativamente inteligentes' e até bonitinhas, mas nada que se sobressaísse a ele.
Isso pra Liz era "bobeira", ela não era nem um pouco competitiva. Talvez porque ela admire o SER e não o "ter". E quando "se é", os títulos, as competições, o "ser melhor que o outro" (outro título, ne), ...essas coisas não fazem a mínima diferença.
Ok. Dadas as devidas explicações, prossigamos com a história.
Guto despertou Liz. Algo no coração dele chamou a atenção dela.
E coração, a gente percebe nos detalhes, no subtexto, nas entrelinhas, nos bastidores... no espontâneo.
Mas despertou e foi embora. [Acontece, acontece...]
Tempos depois eles se reencontraram. Ela estava ansiosa pra saber como seria aquilo.
Liz tinha falado dele para uma colega, pois a colega precisava de informações que ele poderia dar, poderia ajudar e tal.  E nesse reencontro, entre tantas pessoas, a colega também estava.
"Que surpresa! Eles nem se conheciam! Por que ela estava lá?" _pensou ela.
Liz não soube como agir.
"Será que eles estavam se aproximando (ele e a menina)?
Melhor eu ficar na minha", pensou Liz.
E nisso, ela amarrou sua naturalidade com ele.
Como foi difícil aquela noite! Ela tinha mil coisas pra contar, dizer, mas não podia agir espontaneamente. E isso pra ela era uma tortura! Liz não sabia ser outra pessoa além dela mesma!
Ao ver toda aquela situação, uma amiga de Liz disse: "ignore-o. Deixe-o ir..."
Mas Liz não conseguia tratar ninguém com indiferença, muito menos alguém que no passado havia despertado-a.
-Ele não te prioriza. Ele não tá nem aí pra você.
-Olha, amiga, antes que você ache que é falta de amor próprio, vou tentar explicar. É muito amor próprio pra eu "me matar", matar quem eu sou, deixar de ser atenciosa e tal, só pra ele não "se achar". Eu sei, é estranho. Às vezes nem eu entendo meu nível de "nem sei o quê"... Mas tratá-lo bem é algo que faz parte de mim. Mas, sim, concordo com você, e apesar de tratá-lo bem, minha disponibilidade para ele fechou. Porque uma coisa é não permitir que os outros determinem minhas atitudes, outra coisa é ser feita de boba. E meu coração não é chão de ninguém.